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uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings
espetáculo de Vera Mantero
7 NOV — sáb
21h
Centro Cultural de Lagos

8€ normal / 5€ com descontos
(uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings + O Cansaço dos Santos)

O solo uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings foi estreado em Janeiro de 1996 para a "Homenagem a Josephine Baker", uma iniciativa da Culturgest em Lisboa. Na sua visão da vida e da obra da bailarina e cantora negra da primeira metade do século XX, Vera Mantero optou por uma abordagem que vai para além da figura de Josephine Baker. Para o programa, ela escreveu: "É uma coisa que eu gostava de encontrar ou de criar, um amplo território em que a riqueza de espírito reinasse. (...) Este espírito de que falo não tem vontade nenhuma de anular o corpo, nem vergonha nenhuma do seu desejo e do seu sexo, o que este espírito de que falo tem vontade de anular é a boçalidade, a assustadora burrice, a profunda ignorância, a pobreza de horizontes, o materialismo, etc. etc. (infelizmente a lista tem ar de ser longa...)."
"Uma impossibilidade, uma má-vivência, uma tristeza, uma ausência, um desgosto, uma incapacidade, atrozes", são algumas das palavras que se repetem, com uma insistência crescente, ao longo de todo o espectáculo, em que Vera Mantero se equilibra precariamente sobre uns pés de cabra, movimentando-se ao ritmo da dificuldade que as palavras enunciam sem conseguir arredar os pés da condenação a que permanecem pregados. Exasperante corporização de um mal-estar que, como se sabe, começa sempre por ser um não saber o que se há-de fazer com o corpo. Como referiu Alexandre Melo no Expresso: “Duas hipóteses para descrever esta situação genérica, geral, civilizacional: há qualquer coisa que falta. Ou então, talvez melhor: falta qualquer coisa que não há".

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Vera Mantero (Lisboa, 1966) estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura), em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete e em 2025 o Prémio Plataforma em Santiago de Compostela. Em 2024 doa o seu Arquivo à Fundação de Serralves. Lecciona regularmente composição e improvisação, em Portugal e no estrangeiro.

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Conceção e interpretação
Vera Mantero

Caracterização
Alda Salaviza (desenho original de Carlota Lagido)

Adereços
Teresa Montalvão

Luz
João Paulo Xavier

Adaptação e operação de luz
Hugo Coelho – Aldeia da Luz

Produção executiva
Forum Dança

Itinerância
O Rumo do Fumo

Apoio
Casa da Juventude de Almada, Re.al / Amascultura

Produção
Culturgest, Lisboa, 1996 / Homenagem a Josephine Baker

Duração
20 min.
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M/12

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Outros Eventos
Conversa
Constelações e Trilhos
conversa organizada por CAMA ac
8-dom
Instalação
Inauguração Roommates
Ruben Bellinkx
5-qui
Instalação
Inauguração CenDAA
CenDDA
5-qui
Estúdio aberto
Corpo crítico
coordenação de Rita Rodrigues
13-sex
Estúdio aberto
An embodied exploration of human manipulation
performance de Ioanna Anousaki (GR)
7-sáb
Instalação
Roommates
instalaçao de Ruben Bellinkx
6-sex
Música
DJ SET de VNHQ
DJ VNHQ
14-sáb