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CORPO CRÍTICO

Um corpo dentro de um corpo dentro de um corpo dentro de um corpo

O CORPO CRÍTICO é um grupo temporário de encontro, pensamento e experimentação que acompanha a 5.ª edição do PEDRA DURA por dentro.

Dirigido pela atriz, performer e criadora Rita Rodrigues, o projeto reúne pessoas da comunidade local e participantes ligados ao CASLAS, convidando-as a atravessar a programação do Festival não apenas enquanto público, mas enquanto um corpo coletivo que observa, questiona, experimenta e devolve aquilo que encontra.

Ao longo do Festival, o grupo tem livre acesso à programação e reúne-se em diferentes momentos para trabalhar a partir das experiências vividas. Partindo do percurso de Rita Rodrigues entre o teatro físico, o movimento e as práticas artísticas com comunidades, o CORPO CRÍTICO propõe alargar a ideia de crítica para além da palavra: pensar também com o corpo.

Uma conversa pode começar num movimento. Uma memória pode transformar-se num desenho. Uma pergunta pode precisar de ser repetida muitas vezes. Uma obra pode deixar uma imagem, uma sensação, uma discordância ou qualquer coisa para a qual ainda não existe nome.

Não se procura encontrar uma maneira certa de olhar para um espetáculo, nem produzir um discurso especializado sobre aquilo que se vê. Procura-se criar tempo e espaço para permanecer junto das obras, permitindo que diferentes experiências, idades, histórias e formas de conhecimento possam coexistir na construção de um pensamento comum.

Ao longo dos encontros, o grupo ocupa um estúdio de trabalho, onde se vão acumulando vestígios do processo: palavras, imagens, movimentos, perguntas, desenhos, mapas de pensamento e outras matérias que resultem deste percurso.

No final do Festival, o CORPO CRÍTICO devolve parte dessa experiência através de dois momentos: uma abertura de estúdio, onde o público é convidado a entrar no espaço habitado pelo grupo e a aproximar-se das matérias produzidas; e um podcast conduzido por Tiago Mansilha, responsável pelo programa de públicos do PEDRA DURA, onde as pessoas participantes regressam ao que viram, sentiram e pensaram ao longo do Festival.

Talvez exercer o pensamento crítico seja também isto: deixar que aquilo que vemos nos aconteça antes de decidirmos o que dizer sobre isso.