PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS
Um lugar para chegar. Um lugar de onde partir.
O que acontece a uma prática quando muda de lugar?
Desde 2024, o PEDRA DURA — Festival de Dança do Algarve tem vindo a construir um programa de residências assente na cooperação e na circulação de artistas, práticas e processos de investigação. Mais do que acolher temporariamente uma criação, interessa-nos criar condições para que o tempo de residência seja também um tempo de encontro: com um território, com outras estruturas, com diferentes áreas de conhecimento e com as comunidades que habitam os lugares onde o Festival acontece.
Na sua 5.ª edição, o PEDRA DURA aprofunda este movimento através de duas cooperações — uma nacional e uma internacional —, afirmando a residência artística enquanto espaço de mobilidade, experimentação, transmissão e construção de relações continuadas.
PEDRA DURA × ESTÚDIOS VICTOR CÓRDON × CENTRO CIÊNCIA VIVA DE LAGOs
Em território nacional, o PEDRA DURA desenvolve uma Residência Cruzada em parceria com os Estúdios Victor Córdon e o Centro Ciência Viva de Lagos, aproximando criação artística e pensamento científico.
A residência propõe a circulação de uma investigação entre diferentes contextos e modos de conhecimento, criando um território comum onde corpo, dança e ciência possam observar-se mutuamente. O cruzamento entre as três estruturas permite acompanhar um processo artístico para além de um único espaço ou momento, colocando-o em relação com diferentes comunidades, metodologias e possibilidades de experimentação.
Mais do que procurar respostas comuns, esta cooperação interessa-se pelas perguntas que podem surgir quando diferentes campos de conhecimento permanecem suficientemente próximos para se contaminarem.
PEDRA DURA × KULTUR | LX × TROIS C-L
A dimensão internacional do programa desenvolve-se através de uma cooperação com o Luxemburgo, em parceria com a Kultur | LX — Arts Council Luxembourg e o TROIS C-L — Centre de Création Chorégraphique Luxembourgeois.
Esta colaboração estabelece um eixo de circulação e intercâmbio artístico entre o Algarve e o Luxemburgo, permitindo que artistas e práticas coreográficas se desloquem entre diferentes territórios e contextos de criação.
A residência torna-se aqui também uma ferramenta para construir proximidade entre geografias: um tempo para conhecer outros ecossistemas artísticos, encontrar novas comunidades e permitir que uma investigação seja transformada pelas condições do lugar onde temporariamente acontece.
Estas duas cooperações dão continuidade ao compromisso do PEDRA DURA com a criação de relações sustentadas entre artistas, estruturas e territórios, entendendo a circulação não apenas como a deslocação de obras acabadas, mas também como a possibilidade de fazer circular aquilo que ainda está a ser pensado.
Durante o Festival, os processos desenvolvidos em residência encontram diferentes formas de abertura e relação com o público — através de ensaios abertos, apresentações informais, conversas, partilhas de pesquisa ou outros formatos definidos a partir das necessidades de cada projeto.