Entrada livre
Sujeita à lotação. Levantamento de senha a partir de 30 min. antes do início do espetáculo.
NÁCAR é uma proposta performativa de Bruno Senunesobre o esquecimento e a ficção das memórias. É um poema subjetivo eautobiográfico que se inscreve num lugar de recolha e de fugas. Do árabe naqqára,«tambor», nácar é uma substância dura e irisada, produzida por alguns moluscos,que reveste o interior das conchas e é também libertada em resposta a um corpoestranho, formando uma pérola. A ausência de um arquivo — fotografias, vídeos,desenhos — sobre a infância de Senune criou na sua memória um período distante,inventivo e carregado de suposições. A memória surge então como lugar deenergia, armazenamento e evocação, construído na relação entre imagens reais,desejos, conflitos e projeções. Através da construção e desconstrução de umarquivo real e ficcional, este espetáculo explora lugares de fragilidade, numaviagem entre a clareza e o difuso, entre o querer saber e o deixar ir. O quefoi, o que fica, o que lateja, o que vive, resiste, persiste.
Bruno Senune (Aveiro, 1992) iniciou os seus estudos em dança no Balleteatro (Porto, 2008–2011). Ao longo da sua trajetória, trabalhou como bailarino e performer, colaborando com artistas como Tânia Carvalho, Théo Mercier, Boris Charmatz, Né Barros, Maud Le Pladec, Miguel Bonneville, Mariana Tengner Barros e Joclécio Azevedo. Desde 2015, desenvolve projetos autorais em dança, instalação e vídeo, apresentados em diversos contextos, do espaço íntimo ao espaço público. A sua prática artística toma o corpo como lugar de memória, transformação e relação, explorando frequentemente poéticas ligadas à solidão e à fragilidade. É artista associado da Réptil Artes Performativas desde 2025 e, desde 2026, integra a organização da Pride Rural – Marche de Fiertés.
Um projeto de
Bruno Senune
Interpretação, poema e voz
Bruno Senune
Vídeo
Daniel Pinheiro
Máscara
Uri
Paisagem sonora
Bruno Senune (com o apoio técnico de Flávio Rodrigues)
Documentação e investigação
Telma João Santos
Co-produção
private collection - fffilm project
Residência
Museu Soares dos Reis (Porto)
Agradecimentos
Francisca Lopes, Régis Badel, em homenagem a Daniel Pinheiro (1982 - 2025)
Duração
15 min.
M/18