Entrada livre
Há momentos em que é difícil saber para onde ir.
O mundo parece reorganizar-se demasiado depressa. Há muros que se aproximam, fronteiras que se fecham, imagens que chegam todos os dias e uma violência que, mesmo quando acontece longe, altera a forma como olhamos para aquilo que está perto.
E, no entanto, continuamos.
Continuamos a abrir portas, a reunir pessoas, a fazer perguntas, a criar lugares onde alguma coisa pode acontecer. Talvez uma estrutura artística seja também isso: uma pequena constelação de pessoas, afetos, recursos, escolhas e insistências que procura, no meio da instabilidade, desenhar um caminho possível.
Constelações e Trilhos reúne diferentes estruturas artísticas para uma conversa sobre os lugares a partir dos quais continuamos a criar.
Que caminhos estamos a abrir? O que levamos connosco? O que deixamos para trás? Como nos podemos orientar uns pelos outros quando aquilo que conhecíamos parece deixar de servir de mapa?
Num tempo marcado pela distância e pela incerteza, encontramo-nos para pensar não apenas como continuar, mas como continuar juntos.
Talvez uma constelação não nos diga exatamente para onde ir, mas pode ajudar-nos a não caminhar sozinhos.
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